O preço do tungstênio disparou no mercado internacional e já movimenta a economia do Rio Grande do Norte.
No primeiro semestre de 2026, as exportações do minério somaram 6,8 milhões de dólares, um crescimento de 356% em relação ao mesmo período de 2025. O preço médio por quilo passou de 19 para quase 77 dólares, uma valorização de aproximadamente quatro vezes.
A produção potiguar está concentrada em Currais Novos, no Seridó, tradicional polo da xelita, minério de onde é extraído o tungstênio. A alta é impulsionada pela restrição das exportações da China, maior produtora mundial, e pelo aumento da demanda pelo metal, utilizado em setores como indústria de defesa, carros elétricos, baterias e microchips. Entre janeiro e julho, a arrecadação da CFEM gerada pelo tungstênio chegou a cerca de 1,5 milhão de reais no estado.
Com os preços mais altos, áreas que antes não eram consideradas viáveis para exploração voltaram a despertar o interesse de empresas e trabalhadores, aumentando a expectativa de geração de empregos e crescimento da produção. Apesar do cenário favorável, o setor ainda enfrenta um desafio: a disponibilidade de reservas de xelita. Mesmo assim, o momento recoloca Currais Novos e o Seridó no mapa da mineração de tungstênio.
