Nos corredores quentes da política potiguar,aqueles onde o ar-condicionado não dá conta e a rádio pião nunca sai do ar um nome anda sendo sussurrado com mais força que promessa em ano eleitoral: Ezequiel Ferreira.
Sim, o deputado estadual, sempre elegante nos movimentos e cuidadoso nas palavras, voltou a ser assunto quando o tema é Governo do Estado.
A pergunta que não quer calar é simples, direta e cheia de malícia política: será que ele quer?
Há tempos o nome de Ezequiel é tratado como aquele “plano bem guardado na gaveta”, citado em conversas reservadas, cafés demorados e cochichos estratégicos. Nunca confirmado, mas também nunca totalmente negado. Daqueles boatos que sobrevivem eleição após eleição e insistem em reaparecer quando o cenário começa a mudar.
E o cenário, convenhamos, anda mudando. Com Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró e até então principal aposta para a disputa majoritária, enfrentando investigações, a pergunta ganha novo tempero: não seria essa a hora de Ezequiel sair do modo discreto e entrar no jogo de vez?
Ezequiel, que conhece os bastidores como poucos, transita bem entre grupos, mantém portas abertas e cultiva uma imagem de articulador sereno e popular, daquele tipo que não precisa levantar a voz para ser ouvido. Um nome que agrada, não gera grandes rejeições e, detalhe importante, sabe esperar o momento certo.
Por enquanto, tudo segue no campo do disse-me-disse. Oficialmente, silêncio. Extraoficialmente, o burburinho só cresce. Porque na política, quando todo mundo começa a perguntar se alguém quer… é porque talvez ele já esteja sendo esperado. SERA?
