Antes mesmo de uma mulher entrar em cena, já tem gente torcendo para que ela erre. Não é crítica, crítica é válida, constrói, ensina. Estou falando daquele desejo silencioso de ver a outra tropeçar.
E, curiosamente, quanto mais ela brilha,jovem, bonita, bem-sucedida, segura ,maior parece ser a torcida contra.
Mas deixa eu te lembrar uma coisa:
O brilho de uma mulher não apaga o de outra.
O sucesso de uma não diminui ninguém.
Fomos ensinadas a competir, a comparar, a medir valor pela régua da outra. A achar que o erro dela valida nossa insegurança. Mas isso só nos aprisiona.
Quando a gente aprende a se gostar de verdade, o destaque da outra deixa de ser ameaça,vira inspiração. Vira apenas a história dela.
Se o espaço que outra mulher ocupa te incomoda, talvez não seja sobre ela.
Talvez seja sobre o espaço que você ainda não se permitiu ocupar.
Que a gente aprenda a aplaudir mais.
E competir menos.
E a viver as nossas vidas.
